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RJ: AASPSI Brasil participa de reunião com assistentes socias e psicólogos do Tribunal de Justiça

Diálogo abordou expectativas, angústias e formas possíveis de mobilização

No dia 29 de abril a AASPSI Brasil, representada pelo segundo secretário, Caio Schaffer e por Elisabete Borgianni, do Conselho de Especialistas, participou de reunião com assistentes sociais e psicólogos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O grupo, que vem realizando reuniões para discutir pautas de interesse da equipe, convidou a Associação para uma roda de conversa sobre organização política e representação da categoria. Cerca de 30 pessoas participaram do encontro, realizado de forma digital.

O grupo viu a necessidade de se organizar e realizar debates periódicos com a publicação do Provimento CGJ 24/2019, que regulamenta a produtividade dos analistas com especialidade de psicólogo, de assistente social e de comissário de justiça. A pandemia por Covid-19 atrapalhou a organização do grupo, que está retomando a mobilização. Os profissionais estão pensando formas de conseguir estabelecer uma mesa de negociação com o Tribunal e de que forma a Associação poderia contribuir para o fortalecimento das categorias no Judiciário.

Elisabete apresentou um resumo histórico sobre a AASPSI Brasil e as ações desenvolvidas até o momento. Lembrou como um grupo de assistentes sociais e psicólogos preocupado com a possibilidade de uma Reforma Sindical, organizou fóruns de debates que contaram com a participação de trabalhadores dos diversos espaços da área sociojurídica para debater a representatividade das categorias. Após muita reflexão, o grupo decidiu criar uma associação nacional e, em 2012, nasceu a AASPSI Brasil.

O grupo do TJ-RJ expôs sobre suas expectativas e angústias diante da conjuntura política e econômica do país. A adoção de medidas neoliberais, a perseguição e ataques direcionados à classe trabalhadora, em especial aos servidores públicos, a retirada de direitos por conta das Reformas Previdenciária e trabalhista e a iminência da Reforma Administrativa que prejudicará sobremaneira o Serviço Público e seus trabalhadores, tem feito o grupo sentir-se impotente. Os profissionais problematizaram sobre a necessidade de fortalecimento do grupo e qual das representatividades disponíveis e comprometidas com a classe trabalhadora melhor os representaria.

Caio e Elisabete explicaram que podem associar-se à AASPSI Brasil assistentes sociais e psicólogos que atuam no Sistema de Justiça (Tribunais de Justiça, Ministérios Públicos, Defensorias Públicas) assim como os que atuam no Sistema Prisional e no Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, conforme a Resolução n. 113/06 do Conanda (que atuam no SUAS – Creas/Cras, SUS, Sistema socioeducativo, Educação, Segurança Pública, Forças Armadas, nos Conselhos Tutelares, Agentes Fiscais dos Conselhos Profissionais, ONGs, Núcleos de Práticas Jurídicas, Assessorias e Consultorias nas áreas). Apontaram que quanto mais pessoas filiadas, maior é a força de representação. Também esclareceram que a AASPSI Brasil trabalha com o objetivo de ser um canal de interlocução e discussão das práticas profissionais com a intenção de somar nas lutas e mobilizações junto à outras representações, como os conselhos profissionais e sindicatos. Além da militância técnica e política um dos nossos principais eixos é a capacitação continuada. Acreditamos que a formação de qualidade é também um meio de fortalecer a luta e a representatividade.

Foram mais de três horas de conversa e rica troca de impressões e experiências. Nos sentimos recebidos e acolhidos pelo grupo que nos ouviu, nos deu sugestões, trouxe questionamentos e dúvidas. Acreditamos que conseguimos passar um pouco do que representamos, o que temos feito e o quanto poderemos crescer e fazer caso o grupo queira fazer parte do nosso quadro. A equipe vai realizar nova reunião e deve chamar a Associação para uma continuidade da conversa em breve.

 

Sobre o(a) autor(a) Ana Carolina Rios

Jornalista pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), bacharel e licenciada em letras pela Universidade de São Paulo (USP). Assessora de Comunicação da AASPSI Brasil desde 2012.