TJ-SP: Assembleia Geral decide por paralização dia 28

Diante de falta de acordo na audiência do dissídio coletivo, categoria amplia mobilização

Aconteceu neste sábado (17/07) mais uma assembleia-geral dos servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que estão em estado de greve desde junho. A AASPSI Brasil foi representada pela diretora Katiuscia Pereira. Esta foi a primeira assembleia após a audiência do Dissídio coletivo que terminou sem acordo, na semana passada.

Diante da posição do Tribunal de que não há orçamento para atender à pauta prioritária da categoria, os trabalhadores precisaram reunir-se para decidir os próximos passos da mobilização. A ação do dissídio seguirá para um relator do Órgão Especial do TJ-SP. A categoria pode decidir por uma greve a qualquer momento.

Após os informes sobre o dissídio coletivo, as entidades representativas da categoria colocaram sugestões para o andamento da campanha salarial. Desta forma, aprovou-se um ato presencial na Praça João Mendes no próximo dia 21, às 12 horas e um dia de paralisação no dia 28, com a realização de um ato híbrido (presencial/virtual), a partir das 12 horas e realização de nova assembleia geral no fim da tarde.

Também foi aprovado a retomada das reuniões regionais virtuais com apoio das entidades; tentar uma reunião específica com a assessoria da Presidência para tratar da extensão do auxílio creche escola especial aos aposentados com dependentes com necessidades especiais e a elaboração de material à população sobre a situação dos servidores públicos.

Calendário de lutas

Aprovou-se o seguinte calendário de lutas específicas e gerais:

– 20/7, 19 horas, Plenária Estadual (SP) do Funcionalismo Público;

– 21/7, 12 horas, Ato Presencial dos Judiciários no Palácio da Justiça (SP);

– 24/7, Dia Nacional de Luta Pelo Fora Bolsonaro;

– 28/7, Paralisação de um dia, Ato Hibrido das 12 às 14 horas na Praça João Mendes e Assembleia Geral dos Judiciários às 19 horas;

– 29/7, 19 horas, Live Política sobre a PEC 32/20 e outros temas (organização das Centrais Sindicais);

– 30/7, Encontro Nacional do Funcionalismo 9 horas – Plenária Nacional de Organização do Plano Nacional de Mobilização.

Cada Fórum Estadual indica participantes para a Plenária Nacional, participação das entidades nacionais de servidores públicos das três esferas, participação das entidades sindicais locai 17 horas – Evento Nacional com live de lançamento do Plano Nacional de Mobilização;

– 2/8, 12 horas, Ato na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) contra o Confisco, pelo Iamspe, contra a PEC 32/20 (organização da Frente Paulista Em Defesa do Serviço Público).

Enquete quem somos? Como estamos?

Na última segunda-feira (12/07) à noite ocorreu a live com a apresentação da enquete “Quem Somos? Como estamos?”, organizada pela Comissão da Campanha Salarial dos Servidores do TJ-SP 2021. Coordenada pela assistente social Aurea Fuziwara, a pesquisa trouxe resultados importantes para conhecermos a realidade e especificidades da categoria. Seus resultados auxiliarão nas conduções da negociação junto ao Tribunal de Justiça.

Cerca de 200 pessoas responderam a enquete. Os primeiros resultados mostram que a maioria dos trabalhadores é composta por mulheres brancas com idade entre 36 e 55 anos.

Quanto à mobilização da categoria, metade dos pesquisados (50,5%) ingressou no TJ-SP após a última greve realizada pela categoria, em 2010, ou seja, não tem a experiência de um movimento de paralisação. Os itens que mais geram expectativa na atual campanha salarial são o reajuste das perdas inflacionárias (que giram em trono de 25%); o aumento do auxílio saúde para R$ 800; a ampliação da rede de serviços de saúde no interior; garantir a equiparação salarial com o pessoal da saúde do TJ-SP (demanda especifica dos assistentes sociais e psicólogos); conquistas especificas sobre acessibilidade no Judiciário e ações efetivas de combate ao assédio moral.

Com relação ao trabalho remoto adotado por conta da pandemia por Covid-19, mais de 50% percebeu estar mais tenso ou irritado no cotidiano familiar, teve a rotina alterada com relação a horário de refeições, horas extras de trabalho, teve de trabalhar de fim de semana e/ou à noite para poder cumprir a carga de serviço e teve de adquirir equipamentos ergonômicos para redução dos desgastes físicos decorrentes do trabalho.

 

 

 

Sobre o(a) autor(a) Ana Carolina Rios

Jornalista pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), bacharel e licenciada em letras pela Universidade de São Paulo (USP). Assessora de Comunicação da AASPSI Brasil desde 2012.